[...] Ninguém é capaz de inventar a vida a partir do nada. [...] Contardo Calligaris
Leio, leio, leio... e esqueço tudo! Esqueço odores, maus humores! Minha vida se transforma, faz sentido, enfim, realizo-me! Pois ao abrir um livro me entrego totalmente à leitura, me envolvo, conheço pessoas, lugares e encontro soluções para minhas angustias. Outras vezes, saboreio o conflito das personagens sem que nada interfira na caminhada. Então, recrio novas velhas fantasias, penso novas possibilidades. Com Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo senti emoção, comprometimento, amargura. Tornei-me mais sensível, pois abriu minha mente efetivamente. Com a Casa sonolenta, de Andrey Wood, vivi novamente com meus irmãos os dias de frio e chuva que ficávamos encolhidinhos em volta de meus pais ouvindo causos. Com o Menino marrom, a Bolsa amarela, Harry Potter dentre outros vivi tudo com meus filhos. Com Leite derramado, de Chico Buarque pude compartilhar com meu esposo uma belíssima história de amor de uma família quatrocentona. Enfim, com O escaravelho do diabo, É proibido miar, Robinson Crusoé, Vidas secas, e muitos outros provoquei incansavelmente meus alunos para que entrassem nesse fantástico mundo do Encantamento das Letras. Por Maria Márcia Zamprônio Pedroso.
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