Maria Márcia Zamprônio Pedroso **
Professora (PEB II – Efetiva de Português), licenciada em Letras, com habilitação em Português e Inglês – pela Universidade de Marília, especialização em Gestão Escolar e em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade de Campinas. Trabalhei durante 16 anos como professora de Ciclo II e Ensino Médio. Desde 2005, atuo na Diretoria de Ensino – Região de Marília. Meu livro de cabeceira é Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo.
MARIA DO CARMO ZANARO DELALANA **
Sou professora de Língua Portuguesa. Fiz esta escolha aos 14. Hoje, após 20 anos, tenha certeza que realizei a escolha certa. Estudo sempre. Em meu percurso, há especialização, mestrado e muita luta por um ensino de qualidade. Entre tantas paixões, a leitura é uma das maiores e entre meus autores favoritos estão Graciliano, Clarice, Pamuk e Saramago.
MARIANGELA SOARES BAPTISTELLO PORTO **
Olá pessoal,
É um grande prazer tê-los como companheiros deste Curso! Meu mome é Mariângela, atuo como Professora Coordenadora de Língua Portuguesa do Núcleo Pedagógico da DE de Catanduva. Sou apaixonada pelo que faço, adoro ler, viajar e assistir filmes românticos e comédias. Desejo um bom Curso a todos e, que possamos ter momentos agradáveis de conhecimento e aprendizagem! Que venha o Módulo I!
Beijos a todos!!!
MILENE CEZAR DA SILVA BARROS **
Olá,
Sou Professora Coordenadora do Núcleo Pedagógico na Diretoria de Ensino Região de Botucatu, de Língua Portuguesa, mas sou efetiva no cargo de Língua Estrangeira Moderna. Gosto muito de ler e parafraseando Marina Colassanti "A Literatura é a arte impregnada de conflitos, de tensões, o que permite o pernamente e inquietante diálogo estruturante com o inconsciente e um discurso interminável sobre a vida." Estou na fase contadora de histórias!
NEUSA MARIA PAIOLA DE SOUZA **
Meu nome é Neusa e estou muito feliz em poder atuar como tutora deste curso on line, espero poder ajudar a todos neste novo desafio. Atualmente trabalho como Professora Coordenadora do Núcleo Pedagógico na Diretoria de Ensino da Região de Jaú na área de Língua Portuguesa, mas já tive muitas outras experiências na educação. Atuei como professora, coordenadora pedagógica, vice-diretora em algumas escolas estaduais e em diversas regiões do estado de São Paulo. Moro em Jaú, sou casada e tenho duas filhas já moças, que são o meu orgulho.
RONALDO CESAR ALEXANDRE FORMICI **
Tenho 45 anos, sou casado, tenho uma filha de 6 anos, que certamente é a pessoa mais importante da minha vida. Trabalho na Rede Estadual de São Paulo, como Professor de Língua Portuguesa há 24 anos, já fui Diretor de Escola e Supervisor de Ensino Designado. Trabalhei na Rede Particular de Ensino durante 9 anos. Gosto muito de fazer amigos, conversar, rir e aproveitar o que a vida nos oferece de bom. Sou sério, responsável e exigente. Gosto muito de fazer cursos, mas o tempo é complicado para mim, pois acumulo cargo.
Este blog traz os discursos e interações de pessoas apaixonas e frequentadoras do mundo da leitura e escrita. Somos participantes do curso “Melhor Gestão Melhor Ensino” que faz parte do programa Educação Compromisso de São Paulo. Faça parte desta atmosfera!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Experiência de Leitura
Lembro-me que, ainda não alfabetizada, minha mãe, para minha alegria, contava-me lindas histórias e lia até que eu pegasse no sono. Minhas histórias preferidas eram as da Branca de Neve, os três porquinhos e os meus livros preferidos eram os de Monteiro Lobato. Recordo-me das histórias de Tia Anastácia, o Marquês de Rabicó, das travessuras da Emília, Narizinho. Penso que nós educadores devíamos reservar um tempo, em nossas aulas, para contarmos histórias para os alunos. Seja um conto, um causo, uma anedota, uma crônica, ou mesmo um conto de fada. A leitura faz parte da minha vida e todo o resto é consequência, ou seja, falar, escrever...!!!
Por MARIANGELA SOARES BAPTISTELLO
Por MARIANGELA SOARES BAPTISTELLO
Ninguém é capaz de inventar a vida a partir do nada
[...] Ninguém é capaz de inventar a vida a partir do nada. [...] Contardo Calligaris
Leio, leio, leio... e esqueço tudo! Esqueço odores, maus humores! Minha vida se transforma, faz sentido, enfim, realizo-me! Pois ao abrir um livro me entrego totalmente à leitura, me envolvo, conheço pessoas, lugares e encontro soluções para minhas angustias. Outras vezes, saboreio o conflito das personagens sem que nada interfira na caminhada. Então, recrio novas velhas fantasias, penso novas possibilidades. Com Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo senti emoção, comprometimento, amargura. Tornei-me mais sensível, pois abriu minha mente efetivamente. Com a Casa sonolenta, de Andrey Wood, vivi novamente com meus irmãos os dias de frio e chuva que ficávamos encolhidinhos em volta de meus pais ouvindo causos. Com o Menino marrom, a Bolsa amarela, Harry Potter dentre outros vivi tudo com meus filhos. Com Leite derramado, de Chico Buarque pude compartilhar com meu esposo uma belíssima história de amor de uma família quatrocentona. Enfim, com O escaravelho do diabo, É proibido miar, Robinson Crusoé, Vidas secas, e muitos outros provoquei incansavelmente meus alunos para que entrassem nesse fantástico mundo do Encantamento das Letras. Por Maria Márcia Zamprônio Pedroso.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Experiências de Leitura
"Ao ler os depoimentos sobre a aproximação inicial desta atividade meio misteriosa (por ser tão pessoal) e totalmente instigante que é leitura, lembrei-me de uma época em que ler, pra mim, era como respirar ou se alimentar... E de onde vinha esse alimento/ar? Da escola e de meu irmão mais velho. Da escola, por meio da pequena biblioteca (meu lugar encantado), que existia em meu pequeno lugarejo rural, onde vivia. E de meu irmão, único homem, de uma família de cinco irmãos, que, por terem perdido os pais, muito cedo, aprenderam com a vida que tudo seria uma grande luta. Meu irmão, entendeu isso do seu jeito adolescente sério, e me comprava livros com muita dificuldade e isso era meu encanto maior, meu presente, minha dádiva. Lembro-me de uma vez ter ido à papelaria, único local onde podíamos compra livros por encomenda, com o dinheiro contado, a pé, doida pelo Polyanna, acho que tinha uns nove anos. Quando voltei pra casa, com o livro em mãos, sentei-me no chão, rasguei o plástico... E tive que ser chamada para dormir, não conseguia parar, e ficava olhando o livro, enamorada. Mais tarde, somente entendi "Felicidade Clandestina" da Clarice, por ter passado por essa experiência".
Por Maria do Carmo
Por Maria do Carmo
Lembranças de infância.
Que delícia lembrar da infância, e de como aprendi a ler. Ainda muito pequena, no pré-primário que ficava num parquinho de diversões perto de casa. Sentávamos em roda, nas cadeirinhas, e a professora colocava na vitrolinha vermelha os disquinhos de histórias, Chapeuzinho Vermelho, Patinho Feio, Cinderela, e tantas outras. Não sabia ler, mas folheava os livrinhos ilustrados com aquelas figuras lindas e apaixonantes, e lia mesmo sem saber ler, acompanhando a historinha na vitrolinha e folheando os livrinhos, bons tempos de infância.
Por NEUSA MARIA PAIOLA DE SOUZA
Por NEUSA MARIA PAIOLA DE SOUZA
Leitura e Vida...
Minha experiência com a leitura e escrita, se deu desde muito cedo (na infância), lembro-me de meu pai sentado na mesa e nós ao redor naqueles bancos que ficavam um de cada lado da mesa, sentávamos minha irmã, eu e meus primos. Meu pai não lia, mas contava causos que tinha ouvido pela voz de sua mãe, da chegada da Itália, dos sofrimentos do trabalho, das amarguras e, principalmente das alegrias da vida e da vida em família, da qual se orgulha até hoje. Iniciei meus estudos em uma escola rural, andava 8 km diários para frequentar a escola, com muita expectativa e sonho, pois meu pai frisava que só com o estudo e que mudaríamos a nossa realidade e seríamos o que quiséssemos. Fui alfabetizado pela cartilha “Caminho suave” e no final do mês de outubro quando já lia a cartilha toda ganhei meu primeiro livro da professora, cujo título é “As aventuras dos heróis”, penso que ainda tenho esse livro na casa de minha mãe que guarda até hoje nossas experiências escolares (minha e de minha irmã). Então, nunca mais parei quando vou ler algo me lembro da fala do meu pai e do sonho, do encantamento e do conhecimento dos livros. As bibliotecas que frequentei e os livros que comprei e leio são consequências do incentivo de meus pais. Hoje a leitura é para mim uma necessidade, uma vitamina para o dia e um alento para as noites.
Abraço. Ronaldo
Abraço. Ronaldo
terça-feira, 23 de abril de 2013
Experiências de Leitura
Minha primeira aventura no mundo fantástico dos livros foi a “Ilha perdida”, um de muitos da “Coleção Vagalume”. Também fiz várias receitas malucas inspiradas nas do “Xisto”. O “era uma vez em terras distantes…”, princesas, bruxas, príncipes, dragões, saci e gigantes chegaram com mais magia em meu coração agora, depois de adulta ao sair da cidade grande e voltar para o interior. Botucatu, terra dos bons ares e repleta de lendas misteriosas e pessoas simpáticas que contam “causos”. Mais do que ler e ouvir hoje me arrisco na contação histórias, percebi que sempre há tempo para a descoberta do mundo incrível da leitura. Com olhos de primeira vez (segundo Jorge Miguel Marinho), independente da idade, seguindo critérios ou não, um dia um livro cai na sua mão e o que estava decantado bem lá no fundo se abre em um leque de muitas possibilidades em um universo revelado pelo autor. Então o círculo nunca se fecha. “Entrou por uma porta e saiu pelo outra e quem quiser que conte outra.”
Por Milene Cezar
Por Milene Cezar
Uma reflexão sobre leitura e interpretação.
Por meio de inúmeras batalhas individuais, um sem-número de atitudes anarquistas e subversivas, o homem conquistou seu direito à leitura, em cada época e espaço autorizou-se a ler independente do paradigma instituído. Assim, historicamente a leitura passou a ser parte fundamental da formação humana, até mesmo da identidade social e histórica do sujeito, pois ao dominar sua forma de ler, fazendo escolhas e definindo intenções, o homem, de certa forma, torna-se sujeito de seu próprio conhecimento em relação ao seu universo. Como conseqüência dessa conquista, a leitura passa a ser tomada como um elemento de direito universal. Antônio Candido, em Direitos Humanos e Literatura, fala da necessidade humana de mergulhar no universo da ficção e da poesia como um direito. Coloca a Literatura como o “sonho acordado das civilizações” e, assim como o sonho é o equilíbrio psíquico durante o sono, a literatura é o equilíbrio social, pois satisfaz essa necessidade inerente de mergulhar na fantasia. Não há como satisfazer tal necessidade sem leitura. Desta forma, podemos dizer que antes da literatura ser um direito, a leitura emana da própria noção de humanidade, pois se o homem cria suas próprias lendas, fábulas, enfim, suas manifestações ficcionais, ele traz em si, também, a necessidade de ler tais representações. Então, sem leitura não há satisfação. É claro que leitura, aqui, tem um amplo sentido, que vai ao encontro do que Paulo Freire chamou de “leitura do mundo”, aliás, primeiro e sempre ela. Neste sentido ler representa, primeiramente, compreender, sem compreensão não há leitura. Embora algumas práticas de leituras encontradas em nossas escolas ainda se baseiam em estratégias mecanicistas de perguntas e respostas, podemos constatar que há uma grande preocupação com a mudança da concepção de leitura atualmente, pois trabalhos recentes, pautados em teorias sociocognitivas e interacionistas já perpassam o universo escolar. È claro que, infelizmente, muitos equívocos ainda são cometidos em nome de mudanças mal planejadas. Porém, certo otimismo em relação ao ensino de leitura poderá ser aceito se ouvirmos algumas falas de professores, os quais já assimilaram novos caminhos em relação ao ensino de leitura. Desta forma, pensamos que Paulo Freire e Antônio Cândido compreenderam desde sempre o que deve ser a leitura: compreensão e interação. Cândido, A. In: Fester, A.C. Ribeiro (org.) Direitos Humanos e Literatura, São Paulo, Brasiliense, 1989. Freire, P. A Importância do Ato de Ler, 41ª Ed. São Paulo, Cortez, 2001.
Por Maria do Carmo Zanaro Delalana
Por Maria do Carmo Zanaro Delalana
Rubens Alves
“Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.”
Rubem Alves
Por Maria Márcia Zampronio Pedroso
Rubem Alves
Por Maria Márcia Zampronio Pedroso
Apresentação
O objetivo principal deste Blog é divulgar textos diversificados elaborados por nós professores participantes do curso, Melhor Gestão, Melhor Ensino - Formação de Formadores. A ação Melhor Gestão, Melhor Ensino é parte integrante do Programa “Educação – Compromisso de São Paulo” e dá continuidade às atividades de formação desenvolvidas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, com a finalidade de aperfeiçoar a prática dos gestores e dos professores do Ensino Fundamental Anos Finais das unidades escolares, como mais uma das vertentes voltadas à melhoria da educação do Estado de São Paulo. Esta ação é composta por cursos voltados à: formação dos formadores; formação dos gestores escolares responsáveis pelo Ensino Fundamental Anos Finais; e à formação dos professores em classes de Língua Portuguesa e de Matemática do Ensino Fundamental Anos Finais. Esse Programa pretende ampliar a formação dos participantes para que possam tomar parte de forma mais efetiva nas práticas atuais que envolvem a leitura e a escrita em diversos contextos, situações, suportes e mídias, uma das exigências para uma participação mais efetiva, letrada e cidadã na sociedade. A ideia do curso é refletir e exercer, com os educadores em formação, práticas de leitura e escrita em ambientes digitais interativos. A partir dessas vivências, pretende-se trabalhar com diferentes abordagens de circulação, compreensão e produção de textos - em diferentes gêneros, modalidades e linguagens - nas salas de aula da rede pública estadual. Gostaríamos de convidá-los a fazerem parte deste ambiente virtual. Visite-nos e deixe seus comentários e sugestões.
Professora Neusa.
Professora Neusa.
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